Era um dia de sol, estava meio quente, ele ouviu os passos de chinelo arrastando no chão se aproximando lentamente. O perfume doce tomou conta do ar. A voz suave correu entre o vento que passava.
Bia - Oi amor! Ela se aproxima com um sorriso lindo
Roão - Oi linda, como você esta? Ele olha indiferente, mas com o coração apretado.
Bia - Bem, eu estava com saudades de você.
Roão - Mentira, vi que você estava bem acompanhada, você nem lembrou de mim durante esses dias. Não sei nem porque você falou comigo.
Bia - Ah não, não fala assim, você fez falta, serio. - Ela se aproxima dele. - Posso te dar um abraço?
Roão - Não fiz e tira sua mão do meu ombro, vc não precisa se sujar comigo! Ele senta, Bia faz uma cara de assustada.
Bia - Por que você estão tão chateado? O que houve? Ela se aproxima dele, e com seu jeito meigo senta ao seu lado.
Roão - Nada, eu estou bem.
Bia - Não está, te conheço, conta para mim. - Ela pega na mão dele - Fala senão vou ter um infarto.
Ele olha.
Roão - Não precisa ter um infarto com tão pouco, tem muitos que ainda precisam de você.
Bia - Se você continuar me enrolando assim e não falar assim é bem capaz. Pode me fazer o favor de pedir algo que esteje aos meus alcances?
Roão - Tenho certeza que você conhece muitas pessoas especiais. Você é especial pra mim, é sério! Por que você me machuca?
Bia - Te machucar? Nunca faria isso, quero o seu bem. Ué, eu sou feliz por você. Ela sorri.
Roão - Você não entendeu, quero que você faça alguém feliz, muito feliz.
Bia - Eu não sei como fazer isso, eu estou sempre magoando as pessoas, igual agora contigo. Ela abaixa a cabeça e uma lágrima rola pelo seu rosto.
Roão - Sabe sim, só que às vezes você não percebe isso.
Bia - Será? Ele lentamente toca os lábios dela com os seus.