terça-feira, 18 de outubro de 2011

O dia feliz...

Como de costume ela pegava o mesmo ônibus todos os dias para ia a escola e sempre no mesmo horário ela esperava ele entrar naquela mesma parada após a sorveteria, ela sempre ficava pensando em falar com ele, mas a sua pouca idade e sua timidez a impedia.
Ele sentou duas cadeiras a sua frente do lado da janela, ela não tirava os olhos dele, a cada minuto que passava ela ficava mais nervosa ouvindo aquela música que tinha colocado no seu celular na noite anterior.
Ela pensou.
Ela se levantou sentou-se do lado dele triscou em sou ombro e falou:
– Oi, tudo bem? Meu nome é Camila, já faz um tempo que eu venho olhando para você aqui no ônibus e gostaria de saber se você pode me falar qual o numero do seu celular para que possamos conversar depois.
– Me desculpe, mas eu tenho namorada, é aquela que esta passando pela roleta neste exato momento.
– Oh meu Deus, se isso acontecer o que eu vou fazer? O que eu vou dizer depois? Eu não quero pegar um fora aqui nesse ônibus.
Ela ficou aflita.
– Você esta bem minha jovem?
Uma senhora que estava ao seu lado pergunta.
– Sim, é só um pouco de cólica.
Ela sabia que a parada dele estava chegando e tinha que tomar uma atitude antes que ele descesse do ônibus.
– Essas coisas são terríveis, eu quando tinha a sua idade não saia nem da cama, passava dias em casa.
Ele se levantou puxou a cordinha do ônibus e a luz vermelha acendeu, aos poucos o ônibus foi parando, quando a porta se abriu e ele começou a descer as escadas. Camila grita.
– TENHO QUE IR AGORA, FOI BOM CONVERSAR COM A SENHORA, TCHAU!
Ela desceu as escadas tão rápido que na ultima passada quando descia as escadas, ela acabou pisando no pé dele, arrastando o tênis dele no chão quase o derrubando.
Ele olhou para ela com muita raiva e ela ao ver sua cara entrou em desespero.
 dele, arastando o a quando descia as escadas, ela acabou pisando no pde antes que ele descesse do onibus.– Me desculpe, me desculpe, eu não tive intenção de pisar no seu pé.
– Tudo bem Camila, deixa para lá, isso acontece.
– Como você sabe o meu nome?
– Todos os garotos sabem o seu nome, você é linda!
– Mas nós nem estudamos na mesma escola.
– Eu tenho um amigo que me falou de você, eu até pedi para que ele arrumasse o seu número para eu poder te ligar, mas ele ficou com raiva e nunca me arrumou. Agora eu lhe pergunto, você pode me dizer o seu número, acho que você me deve pelo menos isso por ter pisado no meu pé, não é?
– Tudo bem.
Ela anota o número do seu celular em um pedaço de uma folha de caderno dele.
– Agora vou poder te ligar, mas eu tenho que ir já estou atrasado.
Ele se aproxima e põe a mão na nuca dela e lentamente beija o rosto de Camila. Ele vira as costas e sai, Camila põe a mão no rosto de boca aberta.
– A noite te ligo Camila e meu nome é Roberto.
Agora é hora de ir para a escola...

sábado, 15 de outubro de 2011

Caminhando na sombra...

Acabei de chegar de viagem, ainda estou com as malas, vou em direção a casa dela, sei que ela vai me receber com muita alegria e beijos após um mês longe dela, vejo uma lojinha pequena que vende flores, entro dou uma olhada ao redor, cada flor mais bonita que a outra, de diversas cores, arranjos e jarros, compro algo simples a mulher que me atende da um sorriso pra mim, eu retribuo o sorriso e ela diz:
– Essa garota deve ter muita sorte de ter você.
Ainda sorrindo eu saio da lojinha entro novamente no táxi e após alguns minutos chego na casa da tia dela onde ela esta, pago o táxi pego a minha bagagem e com a intimidade que já tenho, vou entrando na casa sem fazer barulho e sem me anunciar, a tia do meu amor esta na porta 
– Cadê Cibele? – pergunto.
– Ela esta no quarto, acho que dormindo.
– Então, vou lá lhe fazer uma surpresa. 
Vou em direção ao quarto dela, ao me aproximar meu coração bate forte, minha mãos suadas deixam o embrulho da flor escorregadio, mas eu não ligo, de mansinho continuo cainhando para fazer uma surpresa, se ela estiver dormindo vou acorda-la com muitos beijos começando pelos seus pés.
– Meu amor. 
Escuto a voz dela, eu paro e penso, será se ela esta me vendo, me pergunto, percebo que ela parou de falar.
– Meu amor, as coisas não são assim, tenha calma. 
Ela não esta falado comigo, no que ela esta falando, será se ele esta preparando uma surpresa pra mim? Caminho devagar para não assusta-la e fico pertinho da porta que esta aberta pra ouvir melhor a conversa.
– Mas amor, eu já lhe disse, me de um tempo, por favor... 
Ela da uma pausa. 
– Eu sei que seu beijos são gostosos, eles me encantam, mas eu não sei o que tem em mim, eu ainda gosto dele, você tem que entender eu to deixando de gostar do Roberto aos poucos.
Ela fala o meu nome, eu não acredito, ela esta deixando de me amar aos poucos, minhas mãos fecham amassando a flor que comprei a ela, a dor que sinto é maior do que a felicidade que eu já senti, meus planos acabaram de ser desfeitos com estas palavras, tenho que sair daqui, penso.
Entro no quarto rapidamente, ela olha pra mim como uma cara de espanto.
– Eu não acredito no que eu acabei de ouvir Cibele, você esta com outra pessoa e ainda chama de meu amor.
– Não Janaina, não é assim, depois falo com você, tchau. 
Ela desliga o celular.
– Não tente me enrolar, eu escutei tudo, vi que você falou de mim.
– Amor, não é o que você esta pensando, senta aqui, vamos conversar.
– Eu ouvi tudo o que deveria ter ouvido sua sinica, eu ouvi tudo, jogo as flores na cama dela e dou as costas, ela corre e agarra minha mão.
– Por favor, me solte, vá atrás da pessoa que você estava falando no celular.
Minha lagrimas caem pelo meu rosto, eu me viro para ela, olho nos olhos dela e pergunto:
– Por que você fez isso comigo, por que você me traiu? O que eu deixei de fazer para você? O que faltou para você? Eu não te satisfiz na cama? Quem é esse cara? Como você o conheceu?
Varias foram às perguntas que vinheram na minha cabeça naquele momento, mas antes mesmo que ela pudesse falar algo, eu tapei a boca dela com apenas um dedo em seu lábios.
– Poupe o seu fôlego para quem você ama, suas palavras não devem mais chegar aos meus ouvidos, eu não mereço mais o seu toque e nem o seu carinho.
Percebi que ela também chorava, mas a dor dela não se comparava a minha, o golpe que ela deu em mim me acertou em cheio, vou passar muito tempo pra me recuperar.
– Agora eu tenho que ir porque eu te atrapalhei, você estava no meio de uma ligação, peço desculpas e espero que você seja feliz com o seu novo amor.
Dei as costas para ela e sai, sem ouvir da boca dela as mentiras ou verdades que ela tinha para me dizer, peguei minhas malas e sai da casa caminhando na sombra.
Um ano depois passando por aquele lugar me lembrei dela, fui até a casa da tia dela, bate na porta por não ter mais intimidade, eis que veio a tia dela com um bebe nos braços.
– Oi Roberto tudo bem?  
– Tudo bom Dona Catarina.
– Você fez uma falta danada aqui nesta casa, sabia?
– Mas me diga como andam as coisas, cadê Cibele?
– Você não ficou sabendo? Cibele morreu esta com um mês hoje é sua missa de um mês e estou indo para lá.
– Mas morreu como?
– O namorado dela batia muito nela, eles brigavam por qualquer coisa, Cibele estava grávida e ele bateu tanto na pobre menina que ela não agüentou e acabou morrendo, mas antes deu a luz a esta criança.
– Mas e cadê o pai da criança?
– Se matou depois que a Cibele morreu.
– Eu não estou acreditando Dona Catarina.
– É serio meu filho, venha comigo que você vai ver que é verdade.
Eu vou com ela acompanhando-a em direção a igreja, no decorrer da missa, as homenagens são feitas a ela, saio da igreja triste, me dispeso da tia dela.
– Por favor, quando você puder venha me visitar, gosto muito de você, não sei porque Cibele te trocou por aquele cara.
Digo que sim a ela e saiu, vou a uma loja compro flores e uma caixa de chocolate, chego em casa, abro a porta da casa, vejo minha esposa falando no telefone, percebi que era com a mãe dela, conto a ela toda a história e ela oferece seus braços para o meu aparo.
– Eu te amo Silvia, espero que nós nunca tenhamos que chegar a esse ponto, espero que você sempre seja assim e obrigado por ser assim. EU TE AMO.
Fecho meus olhos em lagrimas. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Os passos


Olho os passos, tão simples, coreografados, ao pisar no chão, o seu corpo ganha uma forma diferente da anterior e ao trocar de pé parece dançar e assim vai seguindo a sua caminhada, sem preocupação, com os fones de ouvidos escutando uma música indiana que a faz feliz, que a faz lembrar daquele momento que a deixou em êxtase, o vento batendo no seu rosto, a sua pele lisa, faz ele deslizar, lambe sem molhar, seu cabelo amarrado impede que ele vibre com o som do vento, as pessoas passam por ela e ela nem se importa que existam outros ao seu redor, o mundo é dela, o momento é dela, alguem a olha, fala algo em seu ouvido, mas ela finge que não escuta e segue com a sua caminhada depois daquele dia cansativo de idéias, a cada passada dela ela fica mais longe, mais longe de mim, mas longe de uma chance minha, fico encantado, mas lembro que amanhã a verei novamente, caminhando da mesma forma como hoje, dançando e feliz consigo mesma

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Dia estranho



Era um dia de sol, estava meio quente, ele ouviu os passos de chinelo arrastando no chão se aproximando lentamente. O perfume doce tomou conta do ar. A voz suave correu entre o vento que passava.

Bia - Oi amor! Ela se aproxima com um sorriso lindo
Roão - Oi linda, como você esta? Ele olha indiferente, mas com o coração apretado.
Bia - Bem, eu estava com saudades de você.
Roão - Mentira, vi que você estava bem acompanhada, você nem lembrou de mim durante esses dias. Não sei nem porque você falou comigo.
Bia - Ah não, não fala assim, você fez falta, serio. - Ela se aproxima dele. - Posso te dar um abraço?
Roão - Não fiz e tira sua mão do meu ombro, vc não precisa se sujar comigo! Ele senta, Bia faz uma cara de assustada.
Bia - Por que você estão tão chateado? O que houve? Ela se aproxima dele, e com seu jeito meigo senta ao seu lado.
Roão - Nada, eu estou bem.

Bia
- Não está, te conheço, conta para mim. - Ela pega na mão dele - Fala senão vou ter um infarto.
Ele olha. 
Roão - Não precisa ter um infarto com tão pouco, tem muitos que ainda precisam de você.
Bia - Se você continuar me enrolando assim e não falar assim é bem capaz. Pode me fazer o favor de pedir algo que esteje aos meus alcances?
Roão - Tenho certeza que você conhece muitas pessoas especiais. Você é especial pra mim, é sério! Por que você me machuca?
Bia - Te machucar? Nunca faria isso, quero o seu bem. Ué, eu sou feliz por você. Ela sorri.
Roão - Você não entendeu, quero que você faça alguém feliz, muito feliz.
Bia - Eu não sei como fazer isso, eu estou sempre magoando as pessoas, igual agora contigo. Ela abaixa a cabeça e uma lágrima rola pelo seu rosto.
Roão - Sabe sim, só que às vezes você não percebe isso.
Bia - Será? Ele lentamente toca os lábios dela com os seus.

domingo, 27 de março de 2011

Lembro de você na minha vida

Agora chove, não é uma chuva comum, está muito forte, da pra ouvir o som do vento passando pelas árvores, o barulho dos pingos no telhado e no chão, o céu esta roxo, os relâmpagos clareiam o céu, vejo algumas pessoas com medo. O vento abre a porta, como se quisesse entrar no quarto.
Gosto de chuva, a chuva me passa uma tranqüilidade, gosto de dormir  ouvindo o barulho da chuva.
Gosto de acordar e vê que choveu.
Lembro que estou longe de alguém, alguém que gosto muito e sinto sua falta.
Lembro dos momentos bons que tive com ela.
Lembro dos beijos que dei em sua boca.
Lembro do carinho dela comigo.
Lembro de falar no ouvido dela.
Lembro que ao lado dela esquecia de tudo.
Lembro que o tempo passava voando.
Lembro que era bom abraçar ela.
Lembro de ter conversado com ela.
Lembro de que ela me amou.
Lembro dela ter desligado o telefone.
Lembro de eu ter ficado triste.
Lembro que eu fui feliz.
Agora a chuva parou.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

As vezes... ♥


As vezes apareço só pra falar com voccê, saber como esta, o que fez, como foi o seu dia...
As vezes sinto sua falta e isso doi por dentro...
As vezes me perco pensando por que você esta tão longe de mim se a dor que doí no meu peito esta tão perto...
As vezes sonho com você pegando no meu cabelo e beijando meu rosto...
As vezes rezo para que tudo esteja bem com você...
As vezes me vejo estando ao seu lado sentindo a sua mão na minha...
As vezes desejo te ver, te olhar bem nos olhos e te dizer o quando gosto de você...
... As vezes ♥

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ela olha para mim



Paro atrás de um cara grande e gordo, não da pra ver muito do que esta na minha frente ele toma muito espaço, olho para o lado e vejo ela, ela olha pra mim, com seus olhos grande e lindos, me chamam a atenção, uma voz na frente grita – O próximo da fila, por favor – Eu dou um passo a frente, olho novamente pra ela, ela esta passando a mão no seu cabelo, tirando ele do ombro e jogando ele para trás, lentamente ela olha para mim, minhas mãos congelam, penso, o que eu faço? Uma senhora chama a minha atenção pede pra entrar na minha frente, repondo que sim. A senhora agradece apertando minha bochecha. A garota sempre me olha assim, mas ainda não sei se ela sente algo por mim. Ela esboça um leve sorriso, volto minha visão para o chão. – Por que eu fiz isso? Por que abaixei minha cabeça? – Penso.
Novamente a voz grita – O próximo da fila, por favor – pego uma caneta que está no bolso de trás da calça, fico apertando o botão dele tentando me distrair, mas é em vão, a garota dos olhos grande não para de olhar para mim, agora ela esta mordendo o canto da boca, o seu nome é Cibele, minhas mãos ficam suadas, passo elas na calça tentando tirar o suor. Escuto uma criança chorando, olho pro lado e vejo uma senhora chegando com uma criança no colo, deixo ela entrar na minha frente.
Olho para a porta e vejo um cara entrando, ele tira uma arma da cintura – Isso é um assalto, ninguém se meche ou eu atiro – As pessoas gritam, minhas pernas não param no lugar, ele vai ao caixa, pede todo o dinheiro para Cibele, a outra garota do caixa se esconde, o cara gordo tenta tomar a arma dele, fecho meus olhos e escuto o som da bala saindo pelo cano da arma, vejo o cara caindo e por cima dele cai o cara gordo, todos param, o sangue começa a se espalhar pelo chão, o cara gordo se meche e o assaltante sai debaixo dele – Mais alguém quer ser herói? Mais alguém? Todo mundo virado para a parede agora – Eu me encosto na parede, escuto a voz dele mandando a Cibele sair do caixa, viro o meu rosto e vejo as lagrimas descendo dos olhos dela, ela olha para mim como se fosse uma despedida, o assaltante pega no braço direito dela e a puxa para fora da lotérica.
Sinto minhas mãos quentes, minha respiração fica mais intensa, vejo o ferro que faz a marcação da linha da fila, olho para o assaltante, ele está perto de mim – Essa pode ser a última chance – Penso. Seguro o ferro bem firme, olho para ele e com toda a minha força acerto a cabeça do assaltante, escuto mais uma vez o barulho do tiro, o assaltante no chão olha para mim, as pessoas correm, ele aponta a arma em minha direção, sinto minha algo queimando meu corpo, o ferro cai da minha mão, perco as forças nas pernas, meus olhos fecham.
Aos poucos abro meus olhos, vejo alguém perto de mim – Você esta bem garoto? – Respondo com a cabeça.
– Você levou um tiro no abdômen, mas já retiraram a bala, agora você vai ficar bem. 
– O cara gordo morreu?
– Não, ele perdeu muito sangue, mas graças a gordura a bala não atingiu nenhum órgão, ele vai ficar bem. O assaltante foi preso graças ao que você fez, parabéns! Ele é um assaltante muito procurado, além de roubar ele queria estuprar a jovem.
– E a garota, esta bem? Minha vista ainda esta embaçada.
– Ela infelizmente foi atingida. Tem uma pessoa que quer falar com você, depois volto. – O policial da vira as costas e sai, sinto uma mão fria tocando a minha. Sinto ela se aproximando, ela tem o braço enfaixado e lentamente beija meus lábios, sua boca é doce.
– Eu queria te agradecer pelo que você fez, você foi muito corajoso. – É ela, é Cibele, ela olha pra mim...